Gastronomia responsável: você sabe o que é?

Sep 30

Parece aquele papo de aproveitar a casca do abacaxi pra fazer bolo no dia seguinte, né? Mas o conceito de gastronomia responsável é mais saboroso e profundo que isso. A ideia é combinar pequenas atitudes na cozinha e na escolha de ingredientes para garantir uma alimentação de qualidade sem agredir tanto o meio ambiente. Mas tudo sem fanatismo nem comida sem gosto, ok?
Veja as dicas de gastronomia responsável:

  1. Ingredientes orgânicos
    Eles são mais caros, mas valem o investimento e fazem diferença inclusive no sabor. Sem conservantes e pesticidas, não levam esses químicos para o seu corpo nem para rios e solo. Devem respeitar as relações sociais de sua produção também. Em São Paulo há a feira semanal no Parque da Água Branca com queijo, frutas e legumes orgânicos. O site do Ministério da Agricultura te ajuda a achar outras opções também.
  1. Produtos regionais
    Sabe, não quer dizer que você nunca vai ceder ao desejo da fruta X ou de comer morango fora de época. Mas vale lembrar o que sua região oferece na hora de preparar uma receita. Certamente um produto local e da época será mais fresco e barato – e não precisou de tanto transporte pra chegar em você.
  1. Não utilizar espécies ameaçadas
    Gente, eu sei que palmito é lindo, delícia, incrível. Mas o Rodrigo Lombardi também é e eu não levo ele pra casa, certo? :) Estamos aprendendo a substituir o que é produzido a partir de espécies ameaçadas por outros ingredientes também bacanas. No caso do palmito, eu uso sempre o pupunha e adoro. Tem no mercado em conserva, fresco ou desfiado. Veja essa receita aqui,por exemplo.O mesmo cuidado é importante na hora dos peixes. Eu amo camarão, atum e todas essas lindezas marinhas, mas… Sei que o processo da pesca e processamento é bem complicado. Ou seja, sempre que dá, troco. Esse aplicativo de iPhone é muito legal para saber mais sobre os peixes que você consome.
  1. Aproveitamento total dos alimentos
    Eu sou a rainha dos posts de “restô deontê. Usar um alimento por inteiro ou reinventar a receita de ontem é uma questão de economia e educação. Talinhos viram caldo, frutas muito maduras viram geléia na casa da mamãe (depois eu posto a brinks de mamão e manga que sai de lá). Aliás, aceito doações do nozinho do abacaxi, sempre rejeitado.Esse post foi inspirado no site Gastronomia Responsável, mantido pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, e que tem muitas receitasdentro dessa ideia – e juro que não é o bolo da casca do abacaxi. Conheça mais sobre o trabalho da Fundação no site, Twitter e Facebook.

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